Cliché Histórico

O jogo que se bate com o stick e uma bola, calçando uns patins, surgiu em Valongo em 1954.

O hóquei de Valongo reunia um grupo de rapazes incentivados, talvez pelos feitos das gloriosas seleções nacionais que se dedicavam à pratica do hóquei em patins.
            Encabeçado por João Lino do Vale, primeiro numa das suas maiores dedicações de sempre, foram também fundadores Jorge Braga, Álvaro R. Figueira e João Cruz que, com inúmeras dificuldades, conseguiram que o clube se formasse e firmasse numa posição dignificante.

Inicialmente praticado no rinque particular do senhor Mamede Figueira, seguido de uma passagem numa antiga fábrica em S. Martinho de Campo, a Separadora, onde jogavam afincadamente tardes inteiras, com banhos no Rio Ferreira, tal era o entusiasmo, que cedo se construiu um rinque para a prática desportiva federada.

Dos primeiros jogos organizados inter-ruas e sem escola, constitui-se equipa e foram-se criando categorias nos escalões etários mais baixos, que em evolução constante, chegaram a anos de grande euforia.

Valongo, é assim, o baluarte do hóquei em patins, com 63 anos de vida.

Um clube popular de recursos modestos, mas que possui um historial digno de apreço com um profícuo trabalho em favor de causa desportiva.

Da praça ao pavilhão

A construção do rinque foi mais difícil de obter que a constituição do clube. João Lino, filho do então Presidente da Câmara, João Lino Alves do Vale fora incumbido de convencer o pai na utilidade pública de um rinque pra a praça Machado dos Santos.

Elemento lúdico e desportivo, representou durante muitos anos um equipamento precioso dado o entusiamos que os jogos do hóquei suscitavam na população.

Em Setembro de 1954 surgem as propostas para a construção do rinque. Concretizando-se a obra em Outubro desse ano pelo custo de 32.200 escudos, foi cedido para a prática do hóquei, pelo arrendamento anual de 1.000 escudos. Contudo, só no ano de 1957 se celebra por 5 anos um contrato de arrendamento de 600 escudos anuais, para uso exclusivo da modalidade.

De igual modo se arrenda uma garagem, para balneário na casa do senhor Cruz, por 100 escudos mensais.

Com a construção do rinque, onde todos podiam utilizá-lo, ganha importância as camadas mais jovens de miúdos, de onde surgiram grandes talentos desportivos.

Sem capacidade técnica para jogadores e treinadores, a AD Valongo pede em 1965 cedência de um terreno para construção de um pavilhão que viria a ser inaugurado em 1972.

Desde o velho rinque de patinagem na praça Machado dos Santos, até ao presente, o agora pavilhão com todos os requisitos exigidos por quem joga e por quem vê, a C.M Valongo constituiu-se como sócia benemérita do clube, apoiando a modalidade criada no seio da comunidade valonguense.